Recorde para acidentes

Derrame de petróleo no golfo do México é o maior de sempre

Doug Suttles, director de operações e exploração, acompanhou os testes feitos no poço
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Doug Suttles, director de operações e exploração, acompanhou os testes feitos no poço Sean Gardner/REUTERS

O derrame de petróleo no golfo do México é o maior de sempre, se contarmos apenas os acidentais: o equivalente de 4,9 milhões de barris de petróleo escaparam-se do poço que ficou aberto quando explodiu a plataforma Deepwater Horizon da BP, a 20 de Abril, dizem os novos cálculos oficiais das autoridades norte-americanas, enquanto a petrolífera se prepara para fazer a operação que, espera-se, encerrará definitivamente o poço Macondo.

As medidas de contenção da BP apenas terão conseguido evitar que uma quantidade equivalente a 800 mil barris de crude se espalhasse nas águas do golfo do México. Os restantes 4,1 milhões de barris acabaram no mar, a um ritmo estimado de 62 mil barris por dia, até 15 de Julho, quando o poço foi finalmente tapado.

O pior derrame acidental de petróleo, até agora, era o de Ixtoc 1, que libertou 3,5 milhões de barris, na década de 1970, também no golfo do México. O recorde absoluto é ainda detido pelos derrames intencionais feitos no Kuwait pelas tropas iraquianas, durante a primeira Guerra do Golfo (cinco milhões de barris), em 1991.

A BP está neste momento a estudar quando poderá avançar com os procedimentos do que designa “static kill” – com os quais espera encerrar definitivamente o poço acidentado. Primeiro injectará um líquido pesado, que no jargão das petrolíferas é chamado “lama” e servirá para forçar o petróleo que ainda resta no poço de volta ao reservatório, e seguida será aplicado cimento, para selar aquele o canal. Está previsto que as operações tenham início hoje.