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"Ruhr", de James Benning: sete planos e um festim

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Após décadas a filmar a paisagem americana - pintura, política, mitologia - encontramo-lo agora no vale do Ruhr, coração da indústria alemã. Amanhã no Londres

Se a gente escrever que James Benning (n. 1942) é um dos maiores cineastas americanos vivos até consegue ouvir os ecos: "o quê? quem?". Pois bem, paciência: é que James Benning é mesmo um dos maiores cineastas americanos vivos.

Após décadas a filmar a paisagem americana - pintura, política, mitologia - encontramo-lo agora no vale do Ruhr, coração da indústria alemã. Não para filmar "a Alemanha", mas a sociedade industrializada dos nossos dias (o seu filme anterior, "RR", título tão parecido com "Ruhr", era sobre os comboios na paisagem americana). Sete planos, o último deles - absolutamente genial - com uma hora de duração, festim de micro-acontecimentos (sonoros, inclusive) transformados em "todo o acontecimento", e um uso - nunca visto? - da câmara digital (que aqui Benning experimenta pela primeira vez, abandonando os seus clássicos 16mm). Magnífico.


Ruhr
de James Bening
Londres 2, 25, 17h45; 1 de Maio, 21h15
Observatório

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