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FC Porto foi menos exuberante, mas voltou a golear no Dragão

Jogadores portistas festejam o golo de Tomás Costa
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Jogadores portistas festejam o golo de Tomás Costa Nacho Doce/Reuters

Com golos de Tomás Costa, Falcao e Varela, os portistas garantiram uma vitória preciosa sobre a Naval e recuperaram dois pontos face ao Benfica.

Não foi o mesmo FC Porto que cinco dias antes deu espectáculo para a Taça de Portugal, mas o essencial para os portistas foi conseguido: vencer e aproveitar o deslize da véspera do Benfica. O triunfo (3-0) contra a Naval permite aos “azuis e brancos” reduzir (com um jogo ainda em atraso) a desvantagem em relação à liderança para sete pontos.

As ausências no FC Porto facilitaram a tarefa a Jesualdo Ferreira. Sem um quarteto de candidatos à titularidade (Hulk, Rodriguez, Fernando e Raul Meireles), o treinador pôde manter, quase na totalidade, o “onze” que tinha feito gato-sapato do Sporting. A vitória contra os “leões” para a Taça de Portugal serviu para recuperar o mal-amado Mariano e confirmar uma sociedade (aparentemente) de sucesso: Ruben Micael-Belluschi.

A chegada do ex-jogador do Nacional coincidiu com a lesão de Raul Meireles e “obrigou” Jesualdo a mudar, um pouco, o desenho da equipa. Ruben Micael é um jogador mais ofensivo do que Meireles e, jogando o madeirense com Belluschi, os portistas ficam com um meio-campo de tracção mais à frente e criativo. Quando Meireles estiver recuperado, Jesualdo vai ter um (bom) problema para resolver.

A Naval é uma equipa “à antiga”. Para Augusto Inácio há poucos segredos e nada a disfarçar: quando enfrenta uma equipa mais forte, joga para o resultado. “Não temos hipótese de defrontar o FC Porto olhos nos olhos”, disse o treinador antes da visita ao Dragão. E a receita tinha resultado na primeira volta (empatou a zero em Braga e aguentou sem sofrer golos no Estádio da Luz até aos 89’).

Ao contrário do que aconteceu nesses jogos, a Naval ontem nem precisou de colocar o autocarro à frente da baliza. Peiser, o guarda-redes que foi herói contra o Braga e Benfica, teve poucas hipóteses de se mostrar e, quase sem ter percebido como, sofreu três golos.

A primeira parte foi soporífera: Naval sem vontade de aproveitar o espaço oferecido; FC Porto sem chama. Só aos 15’ surgiu a primeira pseudo-oportunidade (Falcao tentou uma bicicleta). Depois, foi preciso esperar até aos 28’ para ver Peiser em acção (livre de Bruno Alves). Até que aos 38’ surgiu, inesperadamente, um golo: o árbitro considerou que Davide fez jogo perigoso na área e, na cobrança, com um desvio pelo meio, Tomás Costa fez o 1-0. O golo libertou os portistas da pressão.

Os últimos 45’ foram diferentes. A Naval arriscou (um bocadinho) e o FC Porto apareceu mais junto de Peiser. Mas a Naval também se ia mostrando (defesa apertada de Helton aos 59’).

Até que, em três minutos, tudo se decidiu. Aos 77’, Simplício surgiu isolado na área e rematou contra Helton. Os adeptos portistas não gostaram e assobiaram e, por momentos, voltou a pairar no Dragão um fantasma recente (jogo frente ao Paços de Ferreira). Mas, para não variar, a dupla do costume (Falcao e Varela) resolveu o problema. Aos 80’, o avançado colombiano fez o 2-0 e acabou com o jogo. O golo de Varela, aos 89’, foi um bónus exagerado para a exibição portista.

Notícia actualizada às 22h37