Líder do Bloco diz que sondagens tendem a “subestimar” os efeitos da abstenção

Louçã mostra-se prudente sobre eventual duplicação de votos do BE

Louçã, que esta tarde participou numa acção de rua no centro de Setúbal, juntamente com Miguel Portas
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Louçã, que esta tarde participou numa acção de rua no centro de Setúbal, juntamente com Miguel Portas Paulo Pimenta (arquivo)

Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda (BE), manifestou hoje alguma prudência relativamente aos resultados das sondagens sobre as eleições europeias, que dão o terceiro ou o quarto lugar entre os partidos mais votados. “Somos muitos prudentes em relação a isso”, disse ao PÚBLICO, sustentando que as sondagens tendem a “subestimar o efeito de abstenção do eleitorado do Bloco, maioritariamente jovem”.

Frisando que o grande objectivo do BE para estas eleições é eleger Marisa Matias, a segunda candidata na lista bloquista, Francisco Louçã prefere demonstrar alguma prudência. Embora, nota, “sabemos que o Bloco está muito forte hoje em dia”.

Louçã, que esta tarde participou numa acção de rua no centro de Setúbal, juntamente com Miguel Portas, Marisa Matias e os deputados Fernando Rosas e Mariana Aiveca, diz que o BE tem tido “boas recepções” nas zonas “onde se fez a maioria absoluta do PS”, como Matosinhos, Porto, Braga e Coimbra. “Sente-se uma deslocação para a esquerda. Para o BE de certeza; sobre o PCP não posso falar”.

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