Obras de 25 artistas

Arte contemporânea portuguesa: evolução do conceito de paisagem em exposição no Rio

As esculturas de Alberto Carneiro também são uma forma de retratar a paisagem
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As esculturas de Alberto Carneiro também são uma forma de retratar a paisagem Paulo Ricca (arquivo)

Sessenta e três obras de 25 artistas portugueses reunidas sob o título "Linha do Horizonte" vão estar patentes a partir do dia 5 na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. Organizada pelo Ministério da Cultura/Direcção Geral das Artes no âmbito das comemorações dos 200 Anos da Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, a exposição, aberta até 15 de Junho, pretende mostrar a paisagem portuguesa na arte contemporânea e tem como comissário Bernardo Pinto de Almeida.

Os 25 artistas representados são Alberto Carneiro, Albuquerque Mendes, Álvaro Lapa, Armando Alves, Baltazar Torres, Costa Pinheiro, Cristina Mateus, Cruz Filipe, Domingos Pinho, Edgar Martins, João Queiroz, João Tabarra, Jorge Martins, Julião Sarmento, Manuel Amado, Manuel Casimiro, Mariana Viegas, Mário Cesariny, Mário Pires Cordeiro, Marta Ramos, Nikias Skapinakis, Noronha da Costa, Pedro Calapez, Rita Magalhães e Valdemar Santos.

Distribuídas por três núcleos conceptuais - Aproximações, Paisagens Interiores e Desterritorializações -, as obras, segundo uma nota informativa, "apontam as transformações ocorridas no campo artístico português, dos anos 1950 à actualidade".

A exposição pretende mostrar a passagem da arte contemporânea modernista à subjectividade pós-modernista e como, durante esta transição, surgiram novos entendimentos de paisagem.

"Por outro lado permite conhecer diferentes abordagens ao tema da paisagem, tanto ao nível conceptual como formal, num recurso a 'media' tão diversos como a escultura, a instalação, o desenho, a pintura ou mesmo a sua combinação numa mesma obra", pode ler-se no mesmo documento.

Na opinião do curador da exposição, "a função simbólica da paisagem sofreu mudanças ao longo da história", uma vez que, "se até o século XVIII ela representava apenas um cenário ou pano de fundo na obra do artista, a partir do século XIX ela projecta-se para um primeiro plano, ganhando luz e o movimento".