Aparelho transportava 78 passageiros

Queda de avião em Angola faz pelo menos seis mortos

A TAAG foi hoje proibida de sobrevoar o espaço aéreo europeu
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A TAAG foi hoje proibida de sobrevoar o espaço aéreo europeu DR

Um Boeing 737 das linhas aéreas angolanas TAAG despenhou-se hoje nas proximidades do aeroporto de Mbanza Congo, na província do Zaire, com 78 pessoas a bordo, avançou a Rádio Nacional de Angola. As autoridades locais já confirmaram a morte de pelo menos seis pessoas.

Segundo a agência angolana Angop, o avião — que efectuava a ligação entre Luanda e Mbanza Congo, na província do Zaire — embateu numa casa, depois de os pilotos terem tentado efectuar uma aterragem de emergência.

Entre as vítimas mortais figuram Manuel Cristóvão "Paciência", administrador municipal de Mbanza Congo, e o padre da igreja local, o italiano George Zulanelo.

Segundo as autoridades, os feridos encontram-se em estado grave e estão a ser assistidos no hospital central da província do Zaire.

Acidente em 2000 fez 87 mortos

Há sete anos, dois desastres aéreos em Angola em apenas um mês provocaram um total de 87 mortos.

Um avião de construção russa despenhou-se após uma explosão em pleno voo, no nordeste do país, provocando 48 mortos. A causa do desastre nunca chegou a ser divulgada, mas a UNITA reclamou a autoria de um ataque contra o aparelho.

Duas semanas mais tarde, um Antonov, também de fabrico russo, despenhou-se perto da capital Luanda, provocando 39 mortos.

Comissão Europeu proibiu voos da TAAG na Europa

O acidente com o avião da TAAG ocorreu horas depois de a Comissão Europeia ter anunciado a sua decisão de incluir a empresa angolana na lista negra de companhias áreas impedidas de voar no espaço europeu.

Em comunicado, o executivo comunitário indica que o Comité de Segurança Aérea deu parecer favorável por unanimidade à quarta actualização da sua lista negra, que, entre outras alterações, contempla a interdição de voo à TAAG, companhia que tem voos regulares para Lisboa.

Na sequência do parecer do Comité de Segurança Aérea, a proibição deverá entrar em vigor "nos próximos dias".