Crítica

As Vidas dos Outros

Um dos candidatos ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, a estreia na realização do alemão Florian Henckel von Donnersmarck aparenta ser uma evocação critica do socialismo Orwelliano da Alemanha de Leste mas transformase na história do acordar de uma consciência: a de um brutalmente eficaz agente da polícia política encarregue de vigiar um dramaturgo fiel ao regime em busca de algo que o comprometa, apenas porque o ministro da cultura tem desígnios lascivos sobre a sua namorada actriz.

À imagem da extraordinária interpretação de Ulrich Mühe, "As Vidas dos Outros" é um filme brutalmente lacónico, sóbrio, metódico, austero - e contudoemocionalmente poderosíssimo (mesmo que os últimos vinte minutos nada acrescentem à segurança do que ficou para trás). Dizer que é surpresa não chega: éum belíssimo filme.