Produção da companhia Living Arts

Ópera "Porgy and Bess" estreia no CCB

A ópera fica em exibição até dia 21
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A ópera fica em exibição até dia 21 DR

O preconceito social e o amor são as notas dominantes da ópera "Porgy and Bess", do compositor norte-americano George Gershwin, que hoje estreia no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

A ópera, em dois actos, chega a Portugal numa produção da companhia Living Arts, a única entidade autorizada pelos herdeiros de Gershwin a representar a peça.

Sob a direcção do norte-americano Will Roberson, o espectáculo reflecte os ritmos afro-americanos através de temas clássicos de Gershwin como "Summertime", "I got plenty o'nuttin" e "It ain't necessarily so".

Baseada na novela de DuBose Heyward, a acção decorre no início do século XX no bairro de Catfish Row, em Charleston, EUA, e conta a história do deficiente Porgy, que, depois de presenciar um homicídio durante um jogo de dados, dá abrigo a Bess, a mulher do assassino e viciada em drogas.

O espectáculo, produzido por Peter Klein, será acompanhado pela Orquestra Sinfónica de Pecs, da Hungria, sob a direcção musical do maestro Zoltan Papp.

A encenação da ópera está a cargo de Elisabeth Graham, a direcção musical é de Stefan Kosinski e a cenografia de James Fouchard.

O espectáculo será legendado em português para facilitar a compreensão da linguagem "gullah" — um crioulo que mistura o inglês com dialectos africanos.

George Gershwin decidiu compor "Porgy and Bess" em 1926 depois de ter lido a novela de DuBose Heyward, a quem sugeriu uma colaboração para uma versão musical da história.

O custo dos bilhetes para o espectáculo, que pode ser visto no Grande Auditório do CCB até dia 21, varia entre os 12,50 e os 40 euros.