Concentração em Belém

Ex-combatentes prometem continuar luta pelo orgulho da acção de militares nas ex-colónias

A cerimónia foi realizada junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, contando com a participação de centenas de ex-combatentes
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A cerimónia foi realizada junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, contando com a participação de centenas de ex-combatentes João Relvas/Lusa

Ex-combatentes do Ultramar reuniram-se hoje em Belém, Lisboa, e prometeram "não baixar os braços", continuando "a lutar" pela verdade da História e pelo "orgulho da acção dos militares" nas ex-colónias.

O orador convidado pela Comissão Executiva do 10º Encontro Nacional de Combatentes, general Silva Cardoso, acusou o poder no Continente de ter obrigado os militares portugueses a abandonarem África.

"É importante não nos deixarmos iludir. Não fomos vencidos em 1974/75. Se retirámos foi porque, na rectaguarda, o poder foi ocupado por fanáticos, bem doutrinados pelos que, no exterior, apoiavam os nossos inimigos", acusou o general.

Num discurso destinado a homenagear todos aqueles que combaterem e pereceram nas antigas colónias portuguesas de África, Silva Cardoso defendeu "não haver maior feito na história portuguesa, depois dos Descobrimentos, do que a presença militar portuguesa nas antigas colónias".

O general aproveitou a cerimónia, realizada junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar e onde participaram centenas de ex-combatentes, para sublinhar o "papel essencial e determinante" desempenhado pelos soldados lusos na construção do país.

Por isso, o general disse que querer, "tão só, que os actos realizados no Ultramar por mais de um milhão de combatentes, durante mais de treze anos, sejam considerados tão relevantes e dignos como tantos outros que engrandeceram a História do nosso país".