Vítima de pneumonia

Morreu o crítico de televisão Mário Castrim

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PUBLICO.PT

O jornalista e crítico de televisão Mário Castrim morreu hoje de madrugada no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, onde estava internado desde o início de Agosto.

Com 82 anos, Mário Castrim foi internado nos Cuidados Intensivos do Hospital dos Capuchos com uma pneumonia e, apesar de o seu estado ter evoluído lenta mas favoravelmente, eram muitos os receios dos médicos devido à sua idade avançada.

Mário Castrim, pseudónimo de Manuel Nunes da Fonseca, era o mais antigo crítico de televisão em Portugal, e manteve até Julho a página Canal da Crítica no semanário "Tal & Qual".

"Mário Castrim foi fundador e militante da crítica de televisão em Portugal", afirmou ao PUBLICO.PT Eduardo Cintra Torres, crítico de televisão do PÚBLICO e especialista na área dos media.

Foi Castrim que "soube perceber a genialidade dos programas culinários de Maria de Lurdes Modesto, ou, antes do 25 de Abril, dos programas sobre história de José Hermano Saraiva".

No fim do programa “Nós, as mulheres”, em 1970, o crítico falou de uma “rapariga de olhos rasgados” (Maria de Lurdes Modesto) e afirmou peremptoriamente: "Finalmente apareceu alguém que sabe como se fala em televisão".

"Ser militante nesta actividade não é fácil, é preciso muita dedicação e paciência. Mário Castrim conseguiu-o sem nunca esconder as suas opiniões políticas mas fazendo ao mesmo tempo uma análise distanciada do panorama televisivo português", afirmou ainda Cintra Torres sublinhando que Castrim tinha "um estilo marcado que sabia aliar à análise e crítica do meio televisivo".

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