Crítica

Uma bruxa boa

Há filmes que parecem existir à beira da idiotice. O problema é que isso não é um risco assumido como projecto - seria até simpático -, é um resultado involuntário. Em anos recentes, houve "A Casa dos Espíritos", de Bille August, perante o qual era impossível não perguntar: "mas será que não se deram conta?". Agora, "Chocolate", de Lasse Halström. Curiosamente, dois nórdicos a braços com o realismo mágico... Também aqui se pode perguntar: será que não se deram conta? De Johnny Depp já se sabe que há uma vontade de experiência no seu percurso que dá para o melhor como para o pior; em relação a Binoche é que não se percebe mesmo esta doceira que afinal é uma bruxa boa. É mesmo o preço a pagar pela sua sua nova condição de estrela francesa nas Américas?