Redução de quadro vai continuar

Soares da Costa ficou com menos 300 trabalhadores no primeiro trimestre

Foto: Dário Cruz (arquivo)

O processo de redução de trabalhadores no grupo Soares da Costa, que levou à saída de 300 funcionários no primeiro trimestre deste ano, vai continuar, disse hoje o seu presidente executivo, António Castro Henriques.

O gestor admitiu, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2011 da Soares da Costa, que o processo de redução de trabalhadores vai continuar.

“Admito, sim. É um processo que não está encerrado”, afirmou António Castro Henriques, referindo que, no primeiro trimestre deste ano, o efectivo da empresa passou a contar com menos 300 trabalhadores.

No final de 2011, a Soares da Costa tinha “5550 trabalhadores, dos quais 2350 em Portugal. No final do primeiro trimestre deste ano, o efectivo era de 5250 pessoas”, detalhou o presidente da construtora, acrescentando que a redução de efectivos nas empresas do grupo Soares da Costa tem sido feita através da não renovação de contratos, e também de rescisões e de saídas voluntárias, nomeadamente por motivos de reforma.

Mais pessoas no exterior do que em Portugal

“Em dois anos e três meses saíram 850 pessoas. Também temos mais pessoas que estavam em Portugal no exterior”, disse António Castro Henriques, referindo que, actualmente, 39% do efectivo está em Portugal e 61% no exterior.

O presidente da Soares da Costa afirmou que o abandono do projecto de alta velocidade ferroviária “não tem efeito na ocupação do efectivo” este ano, uma vez que as obras só arrancariam em 2013.

A Soares da Costa lidera, juntamente com a Brisa, o consórcio Elos, ao qual foi adjudicado o projecto de ligação de alta velocidade ferroviária Poceirão-Caia, cujo contrato foi chumbado pelo Tribunal de Contas, no final de Março, levando o Governo a anunciar o abandono “definitivo” da construção de uma rede portuguesa de alta velocidade em Portugal.

O resultado líquido do grupo Soares da Costa caiu 84,8%, para 2,4 milhões de euros, em 2011 face a 2010, penalizado pela deterioração do resultado financeiro e por questões fiscais.

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