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Quantos microplásticos há no mar em Portugal?

Uma expedição científica está à procura de microplásticos na costa portuguesa.

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Filipa Bessa e Nacho Dean, dois dos investigadores, retiram uma amostra. Daniel Rocha

O barco Melodia, com vários cientistas a bordo, está a percorrer a costa marítima portuguesa e a recolher amostras do que encontra nas águas. O objetivo é criar o primeiro mapa sobre contaminação de plásticos e microplásticos do nosso País.​

Os microplásticos são pedacinhos minúsculos de plástico. Muitos deles ‘nascem’ de plásticos maiores que, por causa do calor e da água, se vão desfazendo. Medem até 5 milímetros, o equivalente ao tamanho de um pequeno grão de arroz. Mas a maioria, na verdade, são tão minúsculos que são invisíveis a olho nu!

Para saber o que está na água, os cientistas usam uma rede com um recipiente na ponta. Deitam a rede à água, que durante cerca de 10 minutos fica a balançar. Depois puxam-na e colocam o que apanharam num frasco, para depois ser analisado em laboratório.

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Para recolher o que está na água, os cientistas usam uma rede que na ponta tem um recipiente. Deitam-no ao mar, deixam-na baloiçar durante dez minutos e depois puxam-na. Daniel Rocha
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O que apanham é depois colocado no frasco, que vai para o laboratório. Da zona de Oeiras, perto de Lisboa, levam água com muito lixo. «Foi a pior amostra que recolhemos», diz Nacho Dean, responsável por esta expedição, chamada Portugal Azul. Daniel Rocha

Até julho, o Melodia vai recolher amostras no Porto, Figueira da Foz, Peniche, Oeiras, Sines, Aveiro, Ria Formosa (no Algarve), e nas ilhas dos Açores e Madeira.

Em muitos dos locais, o Melodia recolheu amostras com muito lixo. O local pior foi a zona de Oeiras, perto de Lisboa. Não é de admirar: os últimos dados dizem que todos os anos chegam aos oceanos 12 milhões de toneladas de lixo.​


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