O PÚBLICO, um jornal que tem inscrita na sua matriz a promoção da imprensa como instrumento formativo e de apoio às atividades escolares, retoma, no ano letivo de 2019-20, numa parceria com o Ministério da Educação e a Fundação Belmiro de Azevedo, um projeto pioneiro que desde o primeiro momento suscitou grande interesse e adesão: o PÚBLICO na Escola.

O projeto assume os seus pressupostos iniciais, mas desta vez contará com um site.

A literacia mediática é uma das grandes batalhas que hoje se travam, num esforço para dotar os cidadãos de ferramentas que lhes permitam ler e interpretar o mundo que os rodeia, para que nele possam intervir enquanto atores informados, esclarecidos, atentos e empenhados, com sentido crítico, responsabilidade social e capacidade de ação. Um vetor vital no trabalho global em prol da cidadania, que tem na Estratégia Nacional para a Cidadania o seu documento de referência.

A escola é interpelada para chamar a si um papel fulcral nesta tarefa de apetrechar os alunos com um conjunto de competências que os ajudem a enfrentar desafios que são novos e de disseminação rapidíssima, pelo que exigem respostas igualmente rápidas. Mais do que os conhecimentos técnicos para usar as tecnologias (que durante anos foi a preocupação maior em disciplinas como TIC), hoje é fundamental fornecer aos estudantes instrumentos que lhes permitam um uso consciente dos meios de comunicação social; que os incentivem a refletir, a saber reconhecer uma fonte de informação (ou a ausência dela), a distinguir o jornalismo da propaganda e da desinformação em geral e a perceber a sua importância e responsabilidade, a levantar questões, a dar pela falta do contraditório, a tomar decisões, a fazer escolhas, a ser exigentes. Em suma: que os deixem menos indefesos.

Propomo-nos:

  • contribuir para uma relação mais próxima entre a atualidade mediática e a escola;
  • ajudar a descodificar a linguagem da imprensa e dos media em geral
  • promover o desenvolvimento do espírito crítico;
  • facultar ferramentas para pesquisar, avaliar, utilizar e criar a informação de forma eficaz, em qualquer formato;
  • disponibilizar propostas de atividades para sala de aula/biblioteca escolar, a partir de conteúdos do jornal PÚBLICO (numa primeira fase privilegiaremos o 3.º ciclo do ensino básico e o ensino secundário);
  • divulgar iniciativas em curso nas escolas no domínio da educação para os media;
  • promover contacto e articulação com outros projetos já em curso;
  • propor instrumentos de formação para professores;
  • dar voz aos alunos;
  • manter visitas às redações;
  • fomentar a criação de jornais escolares.

Com o PÚBLICO na Escola regressa também o Concurso Nacional de Jornais Escolares, para todos os níveis e ciclos da escolaridade obrigatória. Num momento em que a formação de novas gerações de leitores se assume como decisiva para a construção de sociedades esclarecidas, o PÚBLICO na Escola pretende voltar a desempenhar um papel fulcral como aliado relevante dos envolvidos, dos professores aos alunos, dos jornalistas aos pais dos alunos. E reforçar a sua marca de responsabilidade educativa no desenvolvimento das competências inscritas no “Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”.

Conselho Consultivo

Eulália Alexandre, subdiretora-geral da Educação

Florbela Valente, subdiretora-geral dos Estabelecimentos Escolares

Manuela Pargana Silva, coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

Isabel Leite, Professora Auxiliar no Departamento de Psicologia da Universidade de Évora

Joaquim Fidalgo, Professor Auxiliar no Departamento de Cie^ncias da Comunicaça~o da Universidade do Minho

Manuel Pinto, Professor Catedrático do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho

Acordo Ortográfico

Os conteúdos produzidos pelo PÚBLICO na Escola seguem o Acordo Ortográfico de 1990, em vigor no sistema educativo português.

Os textos do PÚBLICO que forem utilizados no âmbito deste projeto, incluindo como base de propostas de atividades a desenvolver com os alunos, são apresentados como foram publicados originalmente, com a grafia anterior ao Acordo Ortográfico, como é regra no PÚBLICO. O mesmo princípio é aplicado a qualquer texto que seja reproduzido ou parcialmente citado, cuja grafia é mantida.

Direção: Manuel Carvalho

Coordenação: Bárbara Simões e Luísa Gonçalves

Contacto: [email protected]