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Rui Oliveira (arquivo)

Imigrantes com mais emprego em Portugal do que na UE. Mas abaixo das qualificações

Portugal destaca-se na União Europeia pela elevada taxa de emprego de imigrantes, com 75,6% dos nascidos fora da UE a trabalhar, acima da média europeia de 66%, segundo dados do Observatório das Migrações.

As mulheres imigrantes oriundas de fora da Europa apresentam uma taxa de emprego igual à das portuguesas nativas — 71,3% —, resultado que reflecte o peso da imigração de países de língua oficial portuguesa, como o Brasil e Cabo Verde, onde a emigração feminina independente é expressiva.

Contudo, os indicadores escondem fragilidades: 52,3% dos imigrantes estão sobrequalificados para as funções que desempenham, e estão mais expostos à precariedade, ao desemprego e ao risco de pobreza do que os trabalhadores nacionais.

O Observatório propõe seis linhas de acção prioritárias: reconhecimento de qualificações, mobilidade profissional, apoio às mulheres imigrantes, diversificação dos canais de entrada, combate à precariedade e melhoria da recolha de dados.

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