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Fabrizio Bensch / REUTERS

Quem governa, qual o futuro de Merz e onde parará a AfD após as eleições alemãs?

A Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu as eleições regionais de 20 de Setembro em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, com mais de 38% dos votos, e o Die Linke saiu vitorioso em Berlim, com cerca de 25%.

Apesar da vitória, a AfD não deverá governar em nenhum dos dois estados. Em Mecklemburgo, o SPD deverá liderar uma coligação com o Die Linke e os Verdes. Em Berlim, a questão das expropriações imobiliárias, bandeira do Die Linque, pode inviabilizar um governo de esquerda e abrir caminho a uma aliança alternativa com a CDU.

Para os conservadores, o resultado foi histórico pelo pior motivo: a CDU obteve apenas 4,9% em Mecklemburgo, ficando pela primeira vez fora de um parlamento regional. O chanceler Friedrich Merz garantiu não se demitir, mas analistas avisam que novos resultados semelhantes poderão ser fatais para a sua liderança.

O crescimento da AfD mantém-se sem travão visível, com sondagens a atribuir-lhe 27 a 30% a nível federal. Os especialistas apontam a posição de oposição como vantagem do partido, isento de responsabilidades governativas num contexto económico e geopolítico adverso.

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