Novas autorizações para reagrupamento familiar caíram 31% no ano passado
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) concedeu em 2025 apenas 17.359 títulos de residência ao abrigo do reagrupamento familiar, uma queda de 31% face ao ano anterior, representando 5,1% do total de 337.880 novas concessões.
- As restrições legais em vigor desde Outubro de 2024 exigem um mínimo de dois anos de residência para reagrupamento familiar, com excepções para menores e cônjuges, o que contribuiu para a redução acentuada deste tipo de autorizações.
- Portugal ultrapassou 1,5 milhões de residentes estrangeiros (1.585.854), maioritariamente provenientes do Brasil, Angola, Índia e Ucrânia, concentrados nos distritos de Lisboa, Setúbal, Faro e Porto, que representam 70,3% do total nacional.
- As notificações para abandono voluntário do território dispararam para 23.133 em 2025, contra apenas 446 em 2024, um aumento de cinquenta vezes, reflectindo o reforço da capacidade administrativa e policial, com a comunidade indiana como a mais notificada.
- A AIMA encerrou o período em análise com 194.703 processos pendentes e registou a saída do seu presidente, Pedro Portugal, sem sucessor designado à data da publicação do relatório estatístico anual.






