As baterias estão a ganhar ao hidrogénio nos comboios do futuro
A Alstom apresentou em Berlim, à margem da Innotrans, dois avanços tecnológicos que podem redefinir o transporte ferroviário: os comboios a baterias e a condução remota sem maquinista.
O Coradia Continental BEMU é o primeiro comboio construído de raiz pela multinacional francesa para funcionar exclusivamente a baterias. Onze unidades já circulam na Saxónia, entre Leipzig e Chemnitz, numa linha de 81 quilómetros operada pela Transdev. A tecnologia permite substituir material a diesel em linhas não electrificadas, evitando os custos da electrificação e reduzindo emissões de CO2. Contratos já firmados prevêem a entrega de composições à Irlanda, Nova Zelândia e Reino Unido.
A aposta nas baterias surge após o falhanço dos comboios a hidrogénio, apresentados há quatro anos pela mesma empresa e retirados de serviço por falta de fiabilidade. O entusiasmo por essa tecnologia arrefeceu na indústria.
Quanto à condução remota, a Alstom avança para a homologação do sistema junto das autoridades. O primeiro teste em contexto real será no depósito da DB em Munique. A empresa prevê que, dentro de 20 anos, a rede de TGV francesa possa funcionar sem maquinistas.
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