Juiz quer PJ a explicar em tribunal se recorreu a escutas ilegais no Football Leaks
O juiz responsável por proferir sentença sobre a conduta de uma inspectora da Polícia Judiciária (PJ) no caso Football Leaks adiou o veredicto e pediu esclarecimentos à corporação.
Em causa estão suspeitas de que a PJ terá recorrido a escutas ambientais ilegais durante uma vigilância realizada em 2015, numa área de serviço de Oeiras, onde decorreu um encontro entre o advogado do pirata informático Rui Pinto e representantes do fundo Doyen, que estavam a ser alvo de chantagem.
A vigilância terá sido determinante para identificar Rui Pinto, cujos sistemas informáticos de clubes desportivos, escritórios de advogados e magistrados foram infiltrados. O hacker acabou condenado a pena suspensa.
Documentos que indiciavam o uso de escutas não autorizadas pelo Ministério Público foram entregues ao tribunal pelo marido da inspectora Aida Freitas, ela própria arguida por alegadas falsas declarações. O juiz quer saber se os documentos são oficiais e por que razão não foram remetidos ao tribunal em Janeiro.
A actuação do actual director nacional da PJ, Carlos Cabreiro, está também sob escrutínio do Ministério Público. O marido da inspectora foi entretanto transferido para a escola da PJ e enfrenta processo disciplinar.
Ler artigo completo






