Putin procura ampliar legitimação do regime e da sua guerra em eleições sem oposição
A Rússia realiza este fim-de-semana eleições legislativas para a Duma estatal, sem que exista uma alternativa real ao partido no poder, o Rússia Unida de Vladimir Putin.
O escrutínio decorre num contexto de crescente desgaste interno, com os cidadãos russos a sentirem directamente os efeitos da guerra na Ucrânia: escassez de combustível, perturbações nos transportes, quebra de cadeias de abastecimento e aumento de vítimas civis.
O partido governamental enfrenta queda de popularidade, levando Putin a envolver-se directamente na campanha pela primeira vez desde 2007. O líder do Kremlin apelou aos russos para votarem no partido como acto de unidade nacional e apoio aos soldados.
A exclusão do partido liberal Iabloko, último bastião de oposição real, eliminou qualquer aparência de competição. Após as eleições, analistas e o próprio Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, antecipam que o Kremlin poderá avançar para uma nova mobilização militar, hipótese que provoca receio generalizado na população russa.
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