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Filipa Fernandez

Formação de tripulantes que asseguram maior parte do socorro sem controlo

A nova lei orgânica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) retirou ao instituto as competências para auditar a formação dos tripulantes de ambulância, sem atribuir essas competências a qualquer outra entidade.

Os tripulantes de ambulância de socorro (TAS), a maior parte bombeiros, asseguraram 83% do socorro em Portugal em 2025, mas a partir do início de Agosto a sua formação — com apenas 200 horas — deixou de ser garantida por entidades acreditadas junto do INEM para o efeito, o que implica, por exemplo, que acabe a verificação das competências dos formadores. O instituto deixou também de definir os conteúdos dos cursos, os respectivos manuais e de fiscalizar estas acções.

A Comissão de Trabalhadores do INEM, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar e a própria Escola Nacional de Bombeiros alertam para riscos directos na segurança dos doentes, com profissionais a poderem obter o mesmo certificado com preparações muito distintas.

O Ministério da Saúde remeteu as respostas para o INEM, que afirma que irá testar a qualidade da preparação dos tripulantes através de formação específica, mais 60 horas, ministrada pelo próprio instituto.

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