Roberto Martínez: “Não queremos copiar ninguém”

Técnico espanhol falou na conferência de imprensa de antevisão do Portugal-Liechtenstein desta quinta-feira.

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Roberto Martínez, seleccionador de Portugal LUSA/RODRIGO ANTUNES

Roberto Martínez já falou várias vezes na condição de novo seleccionador português, mas ainda não sabemos como irá jogar a selecção nacional com ele. Nesta quinta-feira, frente ao Liechtenstein, iremos ver pela primeira vez a “nova” selecção portuguesa e Martínez diz que será, sobretudo, uma equipa com capacidade de se adaptar às circunstâncias. Mas terá um estilo? Com um treinador espanhol e catalão, poderá ser uma nova versão do “tiki-taka” da Espanha e do Barcelona?

“Não queremos copiar ninguém”, respondeu Martínez na conferência de imprensa de antevisão do jogo que irá marcar o início da campanha portuguesa rumo ao Euro 2024. “Esta equipa tem capacidade para jogar em todos os estilos e vamos tentar combinar os estilos”, reforçou o antigo seleccionador da Bélgica.

Nos seis anos em que treinou os “diabos vermelhos”, Martínez optou quase sempre por uma linha defensiva com três centrais, mas isso, garantiu, não será necessariamente assim com Portugal. “Temos de começar a ser a equipa que precisamos de ser. Três centrais? Sim ou não, depende do adversário ou do momento. Quisemos começar com um grupo com experiencia e que se pudesse adaptar. Não ter um sistema fixo, mas variar de jogo a jogo e dentro do jogo”, reforçou o técnico.

O espanhol falou depois de Ronaldo e muitas das perguntas foram sobre o capitão da selecção nacional. A primeira foi mesmo sobre quem seria o ponta-de-lança, Gonçalo Ramos ou Ronaldo, ou se os dois seriam compatíveis no mesmo “onze”. Martínez não abriu o jogo, nem para a partida de amanhã nem para o futuro.

“É um novo ciclo e com Cristiano Ronaldo faz de nós melhores. As decisões futebolísticas e desportivas, vou tomar em campo. Todos os jogadores estão para acrescentar, temos dois jogos num curto espaço de tempo e agora é momento de ajudar a selecção a ser melhor. O grau de atitude dos jogadores surpreendeu-me, há amor e carinho pela selecção e, a partir daí, é mais fácil tomar as decisões. Pode ser, jogarem os dois. Agora estão nessa posição de ponta-de-lança, mas depende do adversário, do momento do jogo e da necessidade da equipa. Queremos que a equipa seja flexível”, disse Martínez

E qual será o papel de Ronaldo? “Cristiano Ronaldo é muito importante em qualquer novo ciclo em que podes utilizar a sua experiência. Não vou comentar como estavam antes, mas estes três dias foram uma surpresa muito agradável, não pela qualidade, que é clara, mas pelo grau de atitude e o querer ser equipa que cresce. É um sentimento que eles têm e, a partir daí, dar o melhor que temos...”, reforçou.

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