Não são versos grandes, mas podem ter grandes versos

Sendo um universo bastante amplo, o das versões musicais, o desafio é: descubram-nas e avaliem-nas. Podem ter boas surpresas

Ouça este artigo
00:00
04:57

Com a praga de aumentativos que por aí anda (mercadão, descontão, domingão, amigão, etc.) não seria de admirar que alguém, distraidamente, tomasse “versão” por um verso grande. Não é, como se sabe, mas, abusando do trocadilho, não sendo mesmo versos grandes, as versões podem ter grandes versos. É o caso, falando de um disco recente, das versões corais que o Canto Nono faz para várias canções de José Mário Branco (1942-2019). Já nos emocionava quando, na voz do seu autor, ouvíamos: “A vida é como uma estrada/ Que vai sendo traçada/ Sem nunca arrepiar caminho/ E quem pensa estar parado/ Vai no sentido errado/ A caminhar sozinho.” Pois agora experimentem ouvi-la só a vozes, sem qualquer instrumento, num admirável jogo de polifonias.

Os leitores são a força e a vida do jornal

O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Sugerir correcção
Ler 1 comentários