Macacos caem mortos das árvores à medida que o calor aumenta no México

Num comunicado, a Protecção Civil de atribuiu as mortes à desidratação. Os meios de comunicação locais referem 85 mortes de macacos em três municípios do estado de Tabasco. Voluntários tentam ajudar.

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Voluntários observam macacos que morreram no meio da seca e das altas temperaturas em Buena Vista, Comalcalco, México Luis Manuel Lopez / REUTERS
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Protecção Civil molha uma árvore para ajudar os animais a refrescarem-se no meio da seca e das altas temperaturas Luis Manuel Lopez / REUTERS
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Voluntários enchem baldes com água para ajudar os animais no meio da seca Luis Manuel Lopez / REUTERS
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membro da Protecção Civil deita cal sobre os corpos de macacos que morreram no meio da seca e das altas temperaturas em Buena Vista Luis Manuel Lopez / REUTERS
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Um voluntário sobe a uma árvore para deixar fruta e água para os animais Luis Manuel Lopez / REUTERS
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Vegetais e frutas para ajudar os animais no sul do México Luis Manuel Lopez / REUTERS
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Macacos ameaçados têm caído mortos das árvores nas florestas tropicais do Sudeste do México nas últimas semanas, no meio de uma seca generalizada e de ondas de calor que elevaram as temperaturas em grande parte do país.

No estado de Tabasco, onde se prevê que as temperaturas ultrapassem esta semana os 45 graus Celsius, os meios de comunicação social locais referiram até 85 mortes de animais, enquanto as autoridades locais confirmaram a tendência, sem fornecer um número de mortos.

Num comunicado divulgado no passado fim-de-semana, a Protecção Civil de atribuiu as mortes à desidratação. Uma fonte da agência disse à Reuters na segunda-feira que foram confirmadas mortes de macacos em três municípios do estado.

Numa floresta nos arredores da cidade de Camalcalco, Tabasco, grupos de voluntários recolheram os cadáveres destes macacos também conhecidos como “bugios” (Alouatta palliata) que morreram devido às altas temperaturas, antes de colocarem baldes de água e fruta para tentar evitar mais mortes. O bugio está classificado como vulnerável na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

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Grupos de voluntários recolheram os corpos dos macacos e estão a tentar fornecer água e comida aos animais Luis Manuel Lopes/Reuters

“É porque o calor é muito forte. Há muito tempo que visito esta região e nunca o senti tanto como agora”, disse na segunda-feira o Presidente mexicano, Andres Manuel Lopez Obrador, natural de Tabasco, quando questionado sobre a morte dos macacos.

“Por isso, sim, temos de cuidar dos animais e, sim, vamos fazê-lo”, afirmou na sua conferência de imprensa habitual.

Mais tarde, esta segunda-feira, o Ministério do Ambiente mexicano disse num comunicado que estava a coordenar esforços para lidar com as mortes dos macacos, que atribuiu a várias razões possíveis, incluindo “insolação, desidratação, má nutrição ou a pulverização de culturas com agro-químicos tóxicos”.

O México é também o habitat do macaco-uivador de Iucatão, que, devido à desflorestação, está classificado como ameaçado de extinção na lista vermelha da IUCN.

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