Robinho condenado a ter que cumprir nove anos de prisão no Brasil

O antigo futebolista internacional brasileiro foi condenado pela justiça italiana por violação sexual de uma mulher.

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Robinho Reuters/Michael Regan
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Robinho, antigo jogador do Real Madrid, AC Milan ou Manchester City, esteve nesta quarta-feira presente no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) brasileiro, para saber se iria cumprir pena em Itália ou no Brasil e o STJ decidiu que Robinho tem mesmo de ir para a prisão - a justiça italiana tinha pedido que a pena de nove anos de prisão, a que Robinho foi condenado em Janeiro de 2022 por ter partipado na violação colectiva de uma mulher, fosse cumprida no Brasil.

O relator do caso argumenta que o processo e a sentença de Robinho encaixam-se nos critérios para a homologação da pena no Brasil. Francisco Falcão reforça que não há inconstitucionalidade em cumprir pena no Brasil.

Além disso, acrescentou que, sendo inviável a extradição de Robinho, resta à Justiça brasileira executar, no país, a sentença à qual o ex-jogador foi condenado na Itália. Assim, Robinho deverá mesmo passar nove anos em prisões brasileiras.

A decisão é para o cumprimento da pena imediatamente e em regime fechado. O antigo jogador do Real Madrid, Milan ou Manchester City esteve nesta quarta-feira presente no Supremo Tribunal de Justiça para saber se iria cumprir pena.

A defesa do ex-jogador vai, contudo, recorrer da decisão e pedir que Robinho aguarde o julgamento desse recurso em liberdade.

O antigo futebolista falou pela primeira vez sobre a condenação muito recentemente, através de uma publicação na sua conta no Instagram. No dia 17, Robinho escreveu que a justiça italiana “cometeu erros gritantes e gravíssimos” durante todo o julgamento”, e avança com a sua versão dos acontecimentos.

“Como pode uma garota estar totalmente embriagada, como ela diz estar e, minutos antes, ela estava mandando mensagem dizendo que só se aproximaria quando a minha esposa não estivesse no local”, afirmou o ex-jogador na publicação.

Robinho acusa ainda a justiça italiana de racismo: “Tenho certeza absoluta de que se fosse com um europeu, com um branco, com certeza, o meu julgamento teria sido completamente diferente. Isso só me leva a crer que esses mesmo que me condenaram são os mesmos que permitem com que aconteçam inúmeras vezes histórias de racismo contra inúmeros estrangeiros fora do Brasil.”

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