Baixo Alentejo quer ser Cidade Europeia do Vinho em 2026

Em 2026, Portugal acolherá de novo a organização da Cidade Europeia do Vinho. O Baixo Alentejo quer candidatar-se, numa parceria entre a entidade regional de turismo e a comunidade intermunicipal.

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Turismo do Alentejo e Ribatejo entende que título "Cidade Europeia do Vinho" pode ajudar na afirmação do Baixo Alentejo lá fora Mário Cruz
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O anúncio foi feito esta terça-feira. A região do Baixo Alentejo vai ser candidatada a Cidade Europeia do Vinho 2026, numa parceria entre a entidade regional de turismo e a comunidade intermunicipal.

A candidatura abrange todo o território da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), formada por 13 dos 14 municípios do distrito de Beja (a excepção é Odemira), e tem como objectivo cativar visitantes para a região.

"Este é um "título" que pode possibilitar à região subir alguns degraus na sua afirmação nacional e internacional como território económico, pujante, atractivo e capaz de mobilizar turistas", disse à agência Lusa o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, José Santos.

A candidatura do Baixo Alentejo a Cidade Europeia do Vinho 2026 é oficialmente lançada pela ERT e pela CIMBAL na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), às 18h de quarta-feira.

A BTL, que se realiza na FIL, na capital portuguesa, arranca precisamente esta quarta-feira e prolonga-se até domingo.

"Pareceu-nos que a BTL seria o local ideal para apresentar esta ideia, que resulta de conversas e reuniões que temos tido com a CIMBAL e com os seus municípios", explicou José Santos, acrescentando que a candidatura terá ser formalizada "até Março de 2025".

"Se esta candidatura for aprovada, é mais uma porta aberta para um reconhecimento internacional daquilo que é a qualidade dos vinhos baixo alentejanos", frisou à Lusa o presidente do conselho intermunicipal da CIMBAL, António Bota.

Segundo o também autarca em Almodôvar (Beja), a candidatura a Cidade Europeia do Vinho 2026 pretende levar "mais pessoas ao Baixo Alentejo" e fazer com "que os produtos desta região sejam conceituados por esse mundo fora".

"Estamos apostados em fazer com que o Baixo Alentejo seja uma região dinâmica, com vida e com futuro para os que cá estão e para as gerações vindouras." E acrescentou: "os vinhos do Baixo Alentejo têm uma qualidade excepcional".

A candidatura do Baixo Alentejo a Cidade Europeia do Vinho 2026 surge depois de, em 2015, Reguengos de Monsaraz (Évora) ter alcançado esta distinção. Em 2026, caberá novamente a Portugal acolher a organização da Cidade Europeia do Vinho, o que levou a ERT a avançar em parceria com a CIMBAL.

"Temos uma estratégia regional de desenvolvimento turístico até 2027 que passa por, em cada ano, o Alentejo poder apresentar um grande evento que promova internacionalmente a região", justificou.

Nesse âmbito, continuou José Santos, em 2024 está a ser trabalhada a possibilidade de se voltarem a realizar as Festas do Povo de Campo Maior (Portalegre), estando previsto para 2025 "um grande festival internacional de valorização do património cultural e imaterial do Alentejo".

"Em 2026, gostaríamos de ter a Cidade Europeia do Vinho no Baixo Alentejo e, depois, em 2027, Évora Capital Europeia da Cultura", acrescentou José Santos, frisando que são "estes "ganchos" que projectam e promovem o Alentejo além-fronteiras".

"É nisso que estamos empenhados, num trabalho em rede e colaborativo. O nosso objectivo é promover e desenvolver cada vez mais o nosso Alentejo."

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