Na Liga Europa nada de novo: Mourinho e Sevilha na final

Roma segurou empate em Leverkusen, depois de triunfo na primeira mão. Andaluzes na sua sétima final depois de triunfo sobre a Juventus.

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Mourinho vai disputar a sua sexta final europeia, terceira na Liga Europa Reuters/THILO SCHMUELGEN
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Será a final dos repetentes. José Mourinho (com a Roma) e o Sevilha vão defrontar-se na final da Liga Europa marcada para 31 de Maio, depois de terem deixado pelo caminho, respectivamente, Bayer Leverkusen e Juventus. Depois de um triunfo económico (1-0) no Olímpico há uma semana, os romanos marcaram o seu lugar na final com um empate sem golos em Leverkusen. Já o Sevilha, depois de um empate (1-1) em Turim, conseguiu uma vitória de reviravolta e após prolongamento por 2-1. Para Mourinho, esta será a sexta final europeia da sua carreira (nunca perdeu nenhuma), enquanto o Sevilha estará na final da Liga Europa pela sétima vez (e também não perdeu nenhuma).

Em Leverkusen, foi um jogo em tudo semelhante ao da primeira mão, com a diferença de que, desta vez, não houve golos. O Bayer foi dominante, criou mais oportunidades, mas nunca conseguiu furar a defesa romana que Mourinho preparou. E quando isso acontecei, Rui Patrício, de regresso ao “onze”, estava lá para fechar a sua baliza. Nem sempre agarrou a bola à primeira, mas foi dar ao mesmo. E na única vez em que o internacional português ficou parado, a bola foi ter com o ferro da sua baliza, logo aos 12’, num tremendo remate de Diaby, que foi ter com o poste.

Para a formação germânica, treinada por um antigo pupilo de Mourinho Xabi Alonso, perdeu-se a oportunidade de repetir o título da Taça UEFA conquistado há 35 anos (numa final contra o Espanyol). Para Mourinho, esta será a sua sexta final europeia e a segunda pela Roma – na época passada, conquistou a edição inaugural da Liga Conferência. Na Liga Europa/Taça UEFA, o técnico português venceu as duas finais em que esteve (em 2003, com o FC Porto, frente ao Celtic; em 2017, com o Manchester United, frente ao Ajax), tendo igual aproveitamento nas finais da Liga dos Campeões (em 2004, com o FC Porto, frente ao Mónaco; em 2010, com o Inter Milão, frente ao Bayern Munique).

Feito para a Liga Europa

Já mais do que habituado a estas coisas da Liga Europa, o Ramón Sánchez Pizjuán encheu para carregar o Sevilha na direcção de mais uma final. Mesmo numa época em que as coisas não estão a correr muito bem na liga espanhola (10.º), a Liga Europa é um poiso seguro para os andaluzes e isso voltou a ficar bem visível frente a uma Juventus que tem progredido na competição às custas do cinismo – foi o que fez ao Sporting nos quartos-de-final.

O Sevilha foi sempre a equipa “mais”, mas as oportunidades foram para os dois lados durante a primeira parte. Depois de um 0-0 no final dos primeiros 45 minutos que não mudava nada no rumo da eliminatória, Allegri lançou para o relvado Dusan Vlahovic aos 64’ e, no minuto seguinte, o avançado sérvio já estava a fazer a diferença. Rabiot criou o espaço, Gudelj e Loic badé atrapalharam-se e Vlahovic, na primeira vez que tocou na bola, fez o golo para a “vecchia signora”.

A ganhar por um, a Juventus não dar espaço ao adversário, mas o Sevilha, alimentado pela infinita crença de que a Liga Europa é a sua competição, reagiu quase de imediato e da maneira mais espectacular possível. Tudo começa numa bola ganha por Acuña, com a jogada a seguir para Lamela. Suso, que tinha entrado já durante a segunda parte, ficou com as sobras, tirou do caminho dois jogadores da Juventus e, de fora da área, disparou um tiro indefensável para Szczesny.

Com a eliminatória nivelada, foram os andaluzes a arriscar, sem qualquer desejo de levar o jogo para tempo extra, e empurraram a Juventus para a sua área. Não conseguiram desfazer o empate nos 90’, mas levaram essa disposição para o prolongamento e, cinco minutos depois do recomeço, já estavam na frente. Cruzamento de Bryan Gil a partir da esquerda com a cabeça de Lamela a fazer o 2-1. A Juventus não teve resposta para dar a volta e o Sevilha, mesmo a jogar com dez nos últimos cinco minutos (expulsão de Acuña por acumulação de amarelos), segue para mais uma final da “sua” competição.

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