Cientistas portugueses querem tornar o arroz resistente às alterações climáticas

Consórcio internacional, liderado pela Universidade do Porto, recorre a técnica de edição genética para tornar o arroz mais tolerante ao calor.

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Um consórcio internacional, liderado pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), iniciou este ano um projecto para tentar tornar o arroz mais tolerante ao calor. Com a ajuda de uma técnica de "edição" genética chamada CRISPR-Cas9, os cientistas vão tentar desenvolver e seleccionar variedades capazes de ter mais sucesso em tempos de crise climática.

A iniciativa chama-se CRISPit e conta com um financiamento europeu no valor de 588 mil euros, dotado pelo Programa Horizonte. O objectivo é compreender melhor os mecanismos biomoleculares que regulam a tolerância ao calor durante o processo reprodutivo do arroz.

A FCUP vai coordenar, ao longo de quatro anos, um consórcio com dez parceiros em países como a Itália, a França, os Estados Unidos, o Japão e o Vietname. Em Portugal, contam com a colaboração do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, em Lisboa, e da Deifil, uma empresa de biotecnologia vegetal.

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