Sondagem: PS sofre desgaste com demissões no Governo

Barómetro da Intercampus deste mês mostra uma subida forte do PSD, o único partido a crescer, encurtando a distância nas intenções de voto face ao PS.

Foto
As sucessivas demissões no Governo nos últimos meses colocaram PS em queda nas intenções de voto Nuno Ferreira Santos

A distância entre PS e PSD nas intenções de voto ficou mais curta, segundo o barómetro mensal da Intercampus de Janeiro para o Correio da Manhã e Jornal de Negócios. Os socialistas estarão a acusar o desgaste das demissões e escândalos no Governo ocorridos nos últimos meses, enquanto os social-democratas são a única força política a crescer.

O PS só tem agora mais 1,4% nas intenções de voto (incluindo indecisos) do que o PSD, o que é considerado um empate técnico. A aproximação acontece graças, sobretudo, ao crescimento dos sociais-democratas (agora com 24,9% face a 22,1% de Dezembro de 2022, mais 2,8 pontos percentuais). Os socialistas sofreram uma descida de sete décimas, registando este mês 26,7% de intenções de voto.

O trabalho de campo deste barómetro, com 650 entrevistas, realizou-se entre 6 e 11 de Janeiro, já depois das demissões do ministro Pedro Nuno Santos e da secretária de Estado do Tesouro, Alexandra Reis, por causa da indemnização de 500 mil euros atribuída pela TAP à governante e ainda de Carla Alves, que só esteve um dia como secretária de Estado da Agricultura.

O Chega perdeu seis décimas (9%) face ao mês anterior, mas é a Iniciativa Liberal que parece acusar as divergências internas em torno da mudança de liderança, perdendo quase 1% para 6,4%. Bloco e PCP também estão em queda. O partido coordenado por Catarina Martins passou de 7,5% para 6,3% das intenções de voto, enquanto a força liderada por Paulo Raimundo desceu de 3,8% para 3,1%.

Relativamente ao mês de Dezembro, o PAN manteve o mesmo resultado (3,1%), o Livre apenas desceu três décimas (1,7%) e o CDS baixou mais significativamente de 1,9% para 0,6%.

Sugerir correcção
Ler 9 comentários