Príncipe saudita quer levar Cristiano Ronaldo para o Médio Oriente

Abdulaziz bin Turki Al-Faisal revela vontade de ver o jogador na Liga saudita. Ronaldo terá rejeitado proposta no valor de 350 milhões de euros, mas Al-Hilal estuda acordo.

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Cristiano Ronaldo no jogo frente ao Gana Reuters/HANNAH MCKAY

Com a recente saída do Manchester United, Cristiano Ronaldo está inteiramente livre para procurar novo clube. Fenómeno de popularidade em todo o mundo, CR7 continua a ser um activo apetecível, mas, fora da esfera dos “tubarões” europeus, poucos são os clubes capazes de sustentar a folha salarial do capitão da selecção portuguesa. Para a família real saudita, o dinheiro não é obstáculo, com o príncipe e ministro do Desporto saudita, Abdulaziz bin Turki Al-Faisal, a mostrar vontade de o ter no país do Médio Oriente, a par do argentino Lionel Messi.

“Quem é que não o queria a jogar na sua Liga? É um exemplo para vários jogadores jovens, também o Messi. Adorava ver os dois na Liga saudita. A chegada de jogadores de topo à Liga saudita vai reforçar os nossos programas e reforçar [a mensagem de] que a nossa Liga é forte”, afirmou o príncipe e ministro do Desporto saudita, em entrevista ao canal de televisão Sky News.

O interesse saudita em Cristiano Ronaldo já não é recente, mas intensificou-se com os rumores de uma possível saída do Manchester United. Após a entrevista ao membro da família real, a Sky News noticiou que o Al-Hilal, clube que já foi orientado por Jorge Jesus, estuda a possibilidade de acordo com Ronaldo.

Na entrevista concedida a Piers Morgan que ditou a saída do clube britânico, Cristiano Ronaldo revelou que o United recebeu uma proposta saudita no valor de 350 milhões de euros. O jogador rejeitou a transferência, por ter o desejo de conquistar títulos em Inglaterra e continuar a jogar ao mais alto nível.

A mudança para a Arábia Saudita mostrou-se uma oferta aliciante para vários jogadores em final de carreira. Talisca, antigo jogador do Benfica, é o futebolista mais bem pago da Liga, recebendo, de acordo com o Transfermarkt, 13 milhões de euros por temporada. Também o ex-FC Porto Moussa Marega joga na Liga saudita, que atraiu treinadores como Jorge Jesus, Rui Vitória, Pedro Emanuel e Leonardo Jardim, entre outros.

A possibilidade de Ronaldo facturar centenas de milhões de euros numa competição menos conhecida também não é nova, mas o internacional português sempre mostrou aversão a estar fora das maiores competições de clubes, como é o caso da Liga dos Campeões. O facto de o Manchester United não se ter qualificado para esta prova foi uma das razões para a insatisfação de CR7 na presente temporada.

Comprar o United? “Se for bom negócio"

Na entrevista do príncipe saudita concedida à Sky News, foi ainda abordada a possível compra de clubes como Liverpool e Manchester United, depois de os actuais investidores anunciarem um afastamento. Abdulaziz bin Turki Al-Faisal considera que uma eventual aquisição destas sociedades por magnatas sauditas pode trazer benefícios ao desporto saudita.

“Se houver investidores, as contas estiverem certas e for um bom negócio, o sector privado poderia entrar. O desporto saudita beneficiaria com estas colaborações, já fizemos programas de intercâmbios com o Newcastle e as nossas ligações por todo o mundo”, detalhou o ministro.

A família Glazer, proprietária do Manchester United desde 2005, pagou 910 milhões de euros pelo clube. Quase duas décadas depois, os Glazer pretendem conseguir um valor entre os 5,8 e os 10,4 mil milhões de euros.

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Família Glazer comprou Manchester United em 2005 PHIL NOBLE/Reuters

O empresário Amancio Ortega, dono da Inditex, que detém marcas como a Zara, Pull&Bear e Massimo Dutti, desmentiu qualquer interesse em comprar o Manchester United, depois de ser ligado à operação de compra do clube britânico. De acordo com o El Economista, fontes oficiais da Inditex negam que Ortega tenha anunciado o interesse na compra do emblema inglês, afastando-se das notícias divulgadas na imprensa britânica.

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