Entre passado e presente, os outros mundos do Post/Post/Doc

Até dia 26, o festival portuense de “histórias do real” propõe que olhemos para ontem com olhos de hoje, e que encontremos no hoje as consequências de ontem.

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Quando o Porto/Post/Doc teve, há nove anos, a sua primeira edição, dificilmente poderia imaginar que o seu slogan/lema pudesse ser tão apropriado: “as nossas histórias são reais”. Dizemo-lo porque é na própria indefinição que essa definição abre que o festival portuense ganha a sua razão de ser. Sem se fechar na lógica estrita do cinema documental ou do género, abre espaço para outras maneiras de contar e mostrar a realidade. O “cinema do real” e o “documentário de criação”, para citar duas designações que ganharam corpo na última década, são o território central de uma programação aberta desde o primeiro dia também à ficção com uma naturalidade quase desarmante.

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