João Paulo Sousa e a síndrome do impostor: “Acho sempre que ainda não fui bom o suficiente”

O radialista e apresentador destaca também a importância de se procurar ajuda psicológica.

João Paulo Sousa é o primeiro a admitir que não consegue ficar parado: é radialista, apresentador de televisão, actor… Em conversa com o PÚBLICO, admite que esta sucessão de trabalhos funciona como uma resposta aos pensamentos de que ainda não foi bom o suficiente, de que ainda há algo que pode fazer. Isto estende-se à vida pessoal: “Não posso ser só um marido, tenho de ser o melhor. É um nível de angústia que ninguém merece.”

Ao longo da conversa vai explorando algumas das razões que o levam a ser assim. Ao perfeccionismo, junta-se uma “síndrome de impostor”, que, nas palavras da psicóloga Liliana Dias, se caracteriza pela insegurança: “São crenças que posso ter acerca de mim próprio e das minhas capacidades que vão gerar estados de alguma insegurança, alguma ansiedade, de alguém que está a fazer algo para o qual acha que não tem preparação ou não confia nas suas capacidades.”

O radialista e apresentador destaca também a importância de se procurar ajuda psicológica – não apenas quando se acha que há um problema. Prestes a ser pai, o profissional da SIC procurou um especialista para se preparar para o desafio que aí vem.

Liliana Dias vê o papel do psicólogo como o de um “mental trainer” – comparando-o ao personal trainer para o corpo. “É o psicólogo que me ajuda a reflectir, a validar o meu sentido de coerência sobre as experiências que estou a ter, a validar o meu sentido de direcção, para onde eu quero ir, seja a nível pessoal ou profissional.”

Podcast realizado em parceria com a Ordem dos Psicólogos.

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