De novo, mais sós

Vivemos um bloqueio lento, que nos separa das grandes obras de arte do século XX e das suas histórias. O que projecta uma sombra fria sobre o vigor da nossa esfera pública.

Foto
Philip Guston, Painting, Smoking, Eating, 1973. Exposição anunciada para a Tate Modern em 2023 Stedelijk Museum, Amsterdam © The Estate of Philip Guston

Num post no Facebook, perdoem-me o duplo neologismo, o antigo crítico de música do Melody Maker David Stubbs dava vivas à sua alegria. Celebrava ele um passeio pelas salas do Centre Pompidou, longe da sua Inglaterra pós-Brexit, que — lamenta ele — se tornara insuportavelmente paroquial. À parte o chauvinismo invertido (e a distorção que o acompanha), o que impressiona neste retrato é a ideia de um sentimento de felicidade trazido pelo encontro com os grandes artistas da história de arte. Eram vários e David Grubbs, embora sem tempo necessário para contemplar as obras, não resistiu ao deleite do encontro em Paris.

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