"Carcaça", de Marco da Silva Ferreira

Em Carcaça, o coreógrafo português desconstrói concepções de identidade colectiva, memória e cristalização cultural. Esta sexta-feira e sábado no Rivoli, e nos dias 27 e 28 no Centro Cultural de Belém. 

Paulo Pimenta
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Com o apoio da antropóloga Teresa Fradique, Marco da Silva Ferreira e o elenco debruçaram-se sobre o processo de apropriação e cristalização do folclore pelo Estado Novo, na sua missão de esboçar e fixar uma identidade nacional e nacionalista, uma caricatura very typical e encurralada do país. “Muito do que esteve nas origens destas danças tinha a ver com as cantigas de trabalho e a necessidade de tornar a vida mais leve. Depois a ditadura impôs definições que iam desde quem tu eras, como te vestias, que dança fazias. Esta construção de uma identidade colectiva foi tão artificial que tu eras só ilustrativo, não tinhas voz”, analisa o coreógrafo ao PÚBLICO.

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