João Ayres: o pintor esquecido que agora renasce

Agitador do mundo artístico de Moçambique durante décadas, mas no pós-25 de Abril largamente esquecido em Portugal, a obra e vida do artista plástico português João Ayres (1921-2001) são agora alvo de renovada atenção, recuperando-se a sua relevância histórica e artística com a inauguração de uma exposição na ZDB e um filme no Doclisboa.

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Entra-se naquela casa e ele está lá. Nas paredes repletas de quadros. No caos organizado. Nos desenhos e documentos que povoam várias salas. Em algumas esculturas que evocam África. E na relação interior-exterior do espaço, com as árvores ladeando parte da habitação e o horizonte desafogado em frente. Falamos de João Ayres, artista plástico que fez ali a sua casa-atelier, em Vale de Lobos, concelho de Sintra, a meia hora de carro de Lisboa. Foi ali que ficou desde que em 1975 chegou vindo de Moçambique, até à sua morte, em 2001, aos 80 anos. Hoje poucos o lembram. Foi esquecido pela história da arte portuguesa do século XX.

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