O jazz sinfónico com que Maria Mendes mata saudades de Portugal

Depois da sua nomeação para um Grammy em 2020, a cantora de jazz sediada nos Países Baixos volta aos discos com John Beasley e a Metropole Orkest. Saudade, Colour of Love é uma gravação ao vivo em que aprofunda a sua ligação ao reportório fadista.

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Maria Mendes entende a sua apropriação do fado como um "acto aventureiro, moderno, actual, com laivos de tristeza, de alegria e de celebração" DR

Quando em Novembro de 2020 se soube que havia uma cantora portuguesa nomeada para os Grammys, na categoria de Melhores Arranjos Instrumentais e Vocais, o nome Maria Mendes pouco dizia a grande parte do público nacional. Radicada nos Países Baixos há 15 anos, Maria Mendes foi conquistando o seu espaço no meio jazzístico europeu e reclamou a atenção internacional com o tema Asas fechadas (letra de Luís Macedo e música de Alain Oulman cantada por Amália Rodrigues no chamado Disco do Busto), cujo arranjo partilhado com o pianista norte-americano John Beasley mereceu então o reconhecimento dos maiores prémios da indústria musical à escala planetária.

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