Caso da ministra da Coesão: “Se é preciso perguntar se a conduta é admissível, provavelmente não é”

O vice-presidente da Frente Cívica comenta o caso da ministra da Coesão Territorial, cujo marido recebeu fundos comunitários através de duas empresas de que é sócio.

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João Paulo Batalha é vice-presidente da Frente Cívica Enric Vives-Rubio

Soube-se esta semana que duas empresas do marido da ministra da Coesão beneficiaram de fundos comunitários, atribuídos por entidades que estão na tutela de Ana Abrunhosa. Considera que existe aqui alguma ilegalidade?
Isto é um problema ético – e, portanto, político –, antes de ser um problema legal. Um empresário receber fundos tutelados pela sua esposa levanta um claro conflito de interesses, desde logo porque a relação conjugal condiciona a liberdade de quem decide a atribuição dos fundos. Portanto, mesmo que a ministra, pessoalmente, não intervenha na decisão de financiamento ou na gestão das empresas do marido, o conflito de interesses existe e não está resolvido.

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