Igreja reage com silêncio aos alegados abusos sexuais cometidos por Ximenes Belo

Bispo emérito de Díli e Nobel da Paz reside em Portugal há quase duas décadas, em instalações pertencentes aos salesianos.

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Bispo vive em Portugal desde 2003 Manuel Roberto (arquivo)

Apesar da política de total transparência e de tolerância zero da Igreja Católica perante o abuso sexual de menores por parte de clérigos, a notícia de que Ximenes Belo, bispo emérito de Díli e Nobel da Paz, terá abusado sexualmente de adolescentes em Timor-Leste, divulgada esta quarta-feira por um jornal holandês, não mereceu quaisquer esclarecimentos por parte da hierarquia da Igreja. O representante máximo do Papa em Timor-Leste, Marco Sprizzi, disse à Lusa apenas que o caso está com os órgãos competentes do Vaticano, para onde endossou quaisquer perguntas, sem confirmar sequer se o clérigo foi ou não investigado pela Igreja. Já o porta-voz do Vaticano para a imprensa, Matteo Bruni, limitou-se a prometer que ia “informar-se” sobre o assunto.

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