A transição nos Artistas Unidos começa com Pinter

A primeira temporada da companhia após a morte do seu fundador, Jorge Silva Melo, arranca com Terra de Ninguém, peça enigmática do dramaturgo inglês. No Teatro da Politécnica, Lisboa, até 15 de Outubro.

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Harold Pinter escreveu "Terra de Ninguém" em 1974 jorge gonçalves/cortesia artistas unidos
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Em palco, os actores Américo Silva, João Meireles, António Simão e João Pedro Mamede jorge gonçalves/cortesia artistas unidos

Era uma questão frequente para Jorge Silva Melo – esperar que os “seus” actores e as “suas” actrizes atingissem a idade que desbloquearia determinados papéis. Há alguns anos que pairava no ar a sugestão de os Artistas Unidos levarem à cena Terra de Ninguém, peça que Harold Pinter escreveu em 1974 e se estreou em Londres no ano seguinte. Mas Silva Melo acreditava que só há pouco o elenco da companhia tinha acumulado vida suficiente para que as figuras de Hirst e Spooner (sobretudo) pudessem encaixar naqueles corpos sem traírem o tom enigmático, mas capazes de tangenciar os anos de declínio físico e a proximidade da morte que se desprende das palavras do dramaturgo inglês.

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