Luaty Beirão: o Governo angolano pôs os militares na rua porque “tem medo que o medo acabe”

Desalentado com mais este processo eleitoral “fraudulento”, o activista e antigo preso político angolano acusa a UNITA de “falta de coragem” e diz-se convencido que o “capital de credibilidade” que Adalberto Costa Júnior acumulou até aqui vai ser afectado “e, não sei até que ponto será recuperável”.

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Luaty Beirão fotografado pelo PÚBLICO em 2017 Enric Vives-Rubio

Nota-se-lhe nas palavras o desalento. Não é que Luaty Beirão, que coordenou a contagem paralela dos votos das eleições de 24 de Agosto em Angola para o Movimento Cívico Mudei, se tivesse iludido que desta vez o MPLA, que governa o país desde a independência, não conseguisse impedir a mudança, mas porque “o poder de mobilização dos grupos bem-intencionados da sociedade civil diante da máquina repressiva continua a ser muito reduzido” e, sobretudo, pela desilusão provocada pelo comportamento da UNITA e do seu líder, Adalberto Costa Júnior.

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