Petrópolis também tem uma memória negra

A Cidade Imperial, onde os visitantes mergulham na nostalgia de um império há muito desaparecido, representa um mito criado pela república brasileira. Hoje há quem ponha em causa uma história que apagou os negros e os escravizados.

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Museu Imperial em Petrópolis, com jardins criados pelo paisagista Jean-Baptiste Binot para D. Pedro II wikicommons

Os grupos de visitantes que chegam ao Museu Imperial em Petrópolis vêm à procura de uma história encantada, movidos por uma inexplicável nostalgia de um império que há muito terminou, mas que teima em continuar a existir nos imaginários. Vêm ver a coroa cravejada de pedras preciosas, o riquíssimo traje do imperador, vêm ver a sala de visitas, a sala do trono, os aposentos imperiais, o vestíbulo em mármore de Carrara, o jardim criado pelo paisagista Jean-Baptiste Binot para D. Pedro II.

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