Bullet Train: pipoca requentada

Não é Quentin Tarantino quem quer, e David Leitch nem sequer pode; Bullet Train é um disparate descartável, pipoca requentada que acha ter mais graça do que realmente tem.

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Depois de Deadpool 2, Atomic Blonde e Velocidade Furiosa: Hobbs & Shaw, Bullet Train volta a explicar que o “especialista em acção” David Leitch pode perceber muito de coreografias de duplos e organização de lutas mas não é lá grande coisa a organizar um filme. É evidente, desde o início, que nada em Bullet Train é para ser levado a sério – não passa, no fundo, de uma enorme BD policial em imagem real, sobre um grupo de assassinos que acabam a bordo de um mesmo comboio rápido de Tóquio a Osaca, e os visuais néon hiper-estilizados e o humor meta-referencial assumem-no desde o princípio. A primeira hora, que dispõe as peças de uma precisa mecânica de relojaria no tabuleiro de xadrez, deixa-se ver com algum gosto e sem particular enfado.

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