O inglês tranquilo

Filme de corpo inteiro ou experiência intelectual? Crepúsculo é as duas coisas e o espectador que decida onde se quer situar.

ipsilon-papel,cultura,ipsilon,critica,cinema,culturaipsilon,
Fotogaleria
Tim Roth é Neil que parte num “fim-de-semana perdido”
ipsilon-papel,cultura,ipsilon,critica,cinema,culturaipsilon,
Fotogaleria
ipsilon-papel,cultura,ipsilon,critica,cinema,culturaipsilon,
Fotogaleria
ipsilon-papel,cultura,ipsilon,critica,cinema,culturaipsilon,
Fotogaleria
,Neil Bennett
Fotogaleria
,Alice Bennett
Fotogaleria

Uma das questões que persegue sistematicamente o cinema de Michel Franco é saber até que ponto o realizador mexicano está verdadeiramente a questionar o espectador ou apenas a realizar experiências irrequietas. Ou, traduzindo por miúdos: desde que o descobrimos no LEFFEST com o “murro no estômago”Después de Lucía (2012), e ao longo de uma carreira irregularmente seguida nas salas mas que nos permitiu ver Chronic, As Filhas de Abril ou Nova Ordem, Franco tem-se especializado em colocar o espectador numa posição de desconforto absoluto, usando os seus inegáveis talentos de cineasta para propor situações-limite que questionam o próprio acto de ver, de testemunhar. Poderíamos colocá-lo no mesmo tabuleiro entomologista liderado pelos austríacos Michael Haneke e Ulrich Seidl, não se desse o caso da manipulação narrativa no cinema de Franco ser muito mais evidente, fazendo por inteiro parte do dispositivo.

Sugerir correcção
Comentar