Seis horas a pé para conhecer os trilhos do “Caminho de Ferro” de Salamanca

A antiga linha ferroviária que unia Salamanca à fronteira portuguesa é agora uma rota paisagística e ambiental de 17 quilómetros entre carris, túneis e pontes férreas. O projecto, lançado em 2021, foi agora apresentado em Portugal.

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O "Camino de Hierro", em Salamanca, percorre várias pontes e túneis da antiga linha férrea DR/David Arranz
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O trilho pedonal percorre os últimos 17 km da linha ferroviária, desde a estação de comboios de La Fregeneda até ao pontão fluvial de Veja Terrón DR/David Arranz
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O trilho alia paisagens naturais à “grandiosidade da engenharia civil mais representativa do século XIX” DR/David Arranz
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São cerca de seis horas de caminhada, atravessando 20 túneis e dez pontes DR/David Arranz
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Custa 8€ e inclui seguro e transporte num veículo que devolve os caminhantes ao ponto de partida DR/David Arranz
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Dos 27 mil visitantes no primeiro ano, 10% eram portugueses DR/David Arranz
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“Sabíamos que era um tesouro por descobrir. Agora abrimo-lo ao mundo com os resultados que esperávamos. Foi um sucesso sem precedentes.” DR/David Arranz
Túnel
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A linha foi inaugurada em 1887 DR/David Arranz
Parque Natural Arribes del Duero
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Seria encerrado cerca de um século depois DR/David Arranz
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DR/David Arranz
Salamanca
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Os túneis são espaços de “comoventes de obscuridade e silêncio, por vezes rompido pela presença de colónias de morcegos” DR/David Arranz
Turismo
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Foram construídos através de explosões de dinamite, com marcas visíveis ainda nos dias de hoje DR/David Arranz

Chama-se Camino de Hierro e é pelo traçado da antiga linha de comboio que unia Salamanca à fronteira portuguesa que agora se caminha num dos mais recentes produtos turísticos da comarca de Arribes, aberto ao público em Abril de 2021.

O trilho pedonal percorre os últimos 17 quilómetros da linha ferroviária, desde a estação de comboios de La Fregeneda até ao pontão fluvial de Veja Terrón, na fronteira com a portuguesa Barca d’Alva, aliando as paisagens naturais da região à “grandiosidade da engenharia civil mais representativa do século XIX”.

Durante cerca de seis horas de caminhada, o visitante percorre a antiga linha de caminho-de-ferro, atravessando 20 túneis e dez pontes, descendo dos 527 metros de altitude em La Fregeneda aos 133 metros de altitude de Barca d’Alva, ao longo da orografia do terreno escarpado da região.

O projecto, com pouco mais de um ano, foi agora apresentado ao mercado português, num evento que decorreu no Museu do Carro Eléctrico do Porto esta quarta-feira. “Desde a sua génese, impulsionámos este projecto turístico não só por aquilo que é: uma jóia do ponto de vista histórico, monumental e de natureza. O ‘Caminho de Ferro’ é também um macroprojecto turístico que transcende o nosso âmbito provincial, é único no mundo”, comentava o presidente da Deputação de Salamanca, Francisco Javier Iglesias, durante a apresentação em Portugal.

De acordo com Javier García Hidalgo, que detém a pasta do Turismo no governo regional de Salamanca, o Camino de Hierro está a ser um sucesso, registando mais de 27 mil visitantes no primeiro ano, dos quais 10% eram portugueses. “Sabíamos que era um tesouro por descobrir. Agora abrimo-lo ao mundo com os resultados que esperávamos”, afirmava. “Foi um sucesso sem precedentes.”

A Linha Internacional de Barca d’Alva a La Fregeneda e Salamanca começou a ser construída em 1883 e, quatro anos depois, era inaugurada num encontro entre dois comboios, um português e outro espanhol, que se uniram no centro da Ponte Internacional de Veja Terrón, em plena fronteira, sobre o rio Águeda. O troço seria encerrado cerca de um século depois, primeiro do lado espanhol, em 1985, depois a ligação de Barca d’Alva ao Pocinho, em solo português.

Além das pontes e da paisagem, são de destacar os 20 túneis do percurso, que todos juntos somam mais de quatro quilómetros de comprimento. O primeiro é também o mais extenso, com mais de 1,5 quilómetros; e o terceiro, em forma de U, tem espaços “comoventes de obscuridade e silêncio, por vezes rompido pela presença de colónias de morcegos”, lê-se no comunicado de imprensa.

“Os túneis foram construídos através de explosões de dinamite, com marcas visíveis ainda nos dias de hoje, e a golpe de martelo e picareta, numa obra na qual chegaram a trabalhar mais de 2000 pessoas”, destaca.

A visita ao Camino de Hierro custa 8€ e inclui seguro e transporte num veículo que devolve os caminhantes ao ponto de partida, na estação de La Fregeneda.

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