O passismo é o denominador comum mas Moreira da Silva chegou mais cedo

Passos Coelho escolheu Jorge Moreira da Silva para lhe suceder na JSD, mas Montenegro tem puxado mais os galões de herdeiro do passismo.

Foto
Passos Coelho foi líder do PSD e primeiro-ministro Miguel Manso

O ano de 1995 foi muito divertido na política portuguesa: os 10 anos de cavaquismo absoluto chegavam ao fim, começava o ocaso dos 20 anos de domínio do PSD nos Açores e também o carismático líder da JSD Pedro Passos Coelho cedia o lugar a alguém mais novo. A quem? A ideia era ser Nuno Freitas, o sucessor aparentemente consensual. Acontece que, à última hora, Nuno Freitas – que quis nas últimas autárquicas ser candidato do PSD à Câmara de Coimbra, mas Rio preferiu José Manuel Silva – decidiu que era melhor concorrer à presidência da Associação Académica de Coimbra do que à liderança dos jovens sociais-democratas… E perdeu. Depois de perder, arrepende-se, mas já era tarde: o então jovem, bonito e frio Pedro Passos Coelho, que tinha inicialmente dado o seu apoio de “ancião” da JSD a Nuno Freitas, já tinha transferido a sua bênção para Jorge Moreira da Silva.

Sugerir correcção
Comentar