Os paradoxos da nova geografia europeia: a centralidade das periferias

A semana passada esclareceu dimensões definidoras da guerra na Ucrânia tanto no campo político-diplomático como no estratégico e operacional. Em ambas as dimensões, o conflito afigura-se longo e com potencial para alastrar ainda mais. Neste alargamento da guerra, que se prolonga já por dois meses, a Europa deixou de ter pequenas periferias. Todo o mapa europeu é hoje central, incluindo territórios dos quais muito pouco se ouvia falar, em particular Kaliningrado e a Transnístria, duas peças do xadrez estratégico no Mar Báltico e no Mar Negro, respetivamente.

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