Há seis vencedores de classes que vão disputar o título de Women’s World Car Of The Year

Audi e-Tron GT, BMW iX, Ford Mustang Mach-E, Jeep Wrangler 4xe, Kia Sportage e Peugeot 308 foram os seleccionados pelas 56 jornalistas que compõem o painel do júri. A 8 de Março é divulgado o vencedor final.

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A competição foi criada por uma jornalista neozelandesa em 2009 DR

​Já são conhecidos os seis vencedores da única competição de carros no mundo cujo júri é composto somente por mulheres jornalistas especializadas na área automóvel, o Women’s World Car Of The Year (WWCOTY). De mais de 60 carros que tinham sido considerados para votação, os seis vencedores de cada categoria foram: Audi e-Tron GT (Performance), BMW iX (SUV Grande), Ford Mustang Mach-E (Familiar Grande), Jeep Wrangler 4xe (4x4), Kia Sportage (SUV Familiar) e Peugeot 308 (Urbano).​

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​Já são conhecidos os seis vencedores da única competição de carros no mundo cujo júri é composto somente por mulheres jornalistas especializadas na área automóvel, o Women’s World Car Of The Year (WWCOTY). De mais de 60 carros que tinham sido considerados para votação, os seis vencedores de cada categoria foram: Audi e-Tron GT (Performance), BMW iX (SUV Grande), Ford Mustang Mach-E (Familiar Grande), Jeep Wrangler 4xe (4x4), Kia Sportage (SUV Familiar) e Peugeot 308 (Urbano).​

Os critérios de voto nesta competição têm por base “a segurança, a condução, a tecnologia, design, o impacte sobre o ambiente e a relação custo-benefício” dos carros, pode ler-se no site oficial da competição. É por dar voz à óptica feminina num mercado que é por norma “dirigido aos homens”, explica ao PÚBLICO a jurada da Índia, Renuka Kirpalani, bem como por representar tantos países com níveis sociais distintos no mundo, que esta competição é única. Para uma mulher “há muita dificuldade em entrar neste meio”, resume.

Quando a jornalista neozelandesa Sandy Myhre criou a competição, em 2009, só havia seis mulheres no painel de júri. Agora, o número subiu para 56, estando dispersas por 40 países, Portugal incluído, e com a representação de todos os continentes.

Se em Portugal as mulheres estão autorizadas a conduzir desde há décadas, na Arábia Saudita só o fazem desde 2018, por exemplo, pelo que urge “sensibilizar para a importância de se falar com as mulheres sobre carros”, como explica a jurada da Índia. Até porque as mulheres estão envolvidas em 70% das vendas de automóvel, tendo assim uma grande influência nas decisões, sobretudo em carros de família.

As categorias de carros nesta competição têm vindo a ser redefinidas, sempre em “conformidade com as juradas”, sendo que as actuais são a de modelo urbano, SUV familiares, familiares grandes, SUV grandes, desportivos e pick-ups/4x4.

Esta mudança deve-se à evolução dos próprios carros, pois “os carros eléctricos e ecológicos tornaram-se numa grande categoria e os SUV têm-se revelado cada vez mais importantes”, explica Renuka Kirpalani.

Reagindo aos carros vencedores, a jurada do EUA Lou Ann Hammond​ comenta ao PÚBLICO que a “BMW está a criar carros eléctricos cada vez melhores”. Já no que toca à Jeep revela que foi uma surpresa agradável: É um veículo que surpreende mesmo os mais fervorosos praticantes de todo-o-terreno”.

Por sua vez, a jurada da Alemanha Solveig Grewe concorda que o Jeep Wrangler 4xe, que é o primeiro modelo electrificado da marca, “combina a lenda do Wrangler com a promessa de um híbrido plug-in”. A energia eléctrica não surge, assim, como um obstáculo à ideia fundamental em que a Jeep está assente: proporcionar uma condução adequada em qualquer tipo de o terreno e até em condições extremas.

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Cada jurada vai avaliando os carros à medida que os vai conduzindo. É por esta razão que as jornalistas são convidadas para ir ao estrangeiro para se sentarem neles, o que tem sido agora mais complicado por causa da pandemia. “Tentamos ainda assim experimentar o maior número de carros possível”, concordam as juradas.

Para Renuka Kirpalani, os carros vencedores foram ao encontro do que ela esperava e desejava, pelo que está “contente com o resultado”. “Estamos todas em sintonia”, acrescentou.

No dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, será divulgado o vencedor final, que receberá um troféu e um diploma. À custa da situação pandémica, a edição do ano passado ocorreu de forma virtual. Ainda não se sabe como será a deste ano.