“É preciso que os adultos estejam atentos”

Um comportamento desviante pode ter várias origens. No entanto, é possível detectar precocemente e apostar na prevenção. Mas “é preciso dar resposta depois de uma situação ser sinalizada”.

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O objectivo do jovem de 18 anos seria atacar na faculdade onde estudava JOSÉ SENA GOULÃO/Lusa

“Quando há um menino pequenino muito caladinho, sempre no seu canto, que não chateia ninguém, mas que também não interage com os seus pares, devemos estar atentos”, defende a investigadora e psicóloga Tânia Gaspar, uma das responsáveis pelo estudo da Organização Mundial da Saúde sobre a Saúde Comportamental de Crianças em Idade Escolar (Health Behaviour in School-aged Children, no original), que se repete a cada quatro anos. Isso não significa que “todos os meninos caladinhos tenham problemas”. No entanto, se o comportamento não for funcional e não for feita qualquer intervenção, corre-se o risco de a criança “crescer numa espécie de circuito fechado”.

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“Quando há um menino pequenino muito caladinho, sempre no seu canto, que não chateia ninguém, mas que também não interage com os seus pares, devemos estar atentos”, defende a investigadora e psicóloga Tânia Gaspar, uma das responsáveis pelo estudo da Organização Mundial da Saúde sobre a Saúde Comportamental de Crianças em Idade Escolar (Health Behaviour in School-aged Children, no original), que se repete a cada quatro anos. Isso não significa que “todos os meninos caladinhos tenham problemas”. No entanto, se o comportamento não for funcional e não for feita qualquer intervenção, corre-se o risco de a criança “crescer numa espécie de circuito fechado”.