Depois da terceira dose, reis da Suécia ficam infectados com covid-19

“O rei e a rainha, que estão totalmente vacinados com a terceira dose, apresentam sintomas leves e, dadas as circunstâncias, estão a sentir-se bem”, avança o comunicado.

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Os reis estão vacinados com a terceira dose contra a covid-19 Reuters/TT NEWS AGENCY

O rei da Suécia, Carlos XVI Gustavo, e a rainha Sílvia tiveram resultado positivo num teste ao vírus da covid-19, anunciou o palácio real num comunicado, esta terça-feira. “O rei e a rainha, que estão totalmente vacinados com a terceira dose, apresentam sintomas leves e, dadas as circunstâncias, estão a sentir-se bem”, avança o comunicado.

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O rei da Suécia, Carlos XVI Gustavo, e a rainha Sílvia tiveram resultado positivo num teste ao vírus da covid-19, anunciou o palácio real num comunicado, esta terça-feira. “O rei e a rainha, que estão totalmente vacinados com a terceira dose, apresentam sintomas leves e, dadas as circunstâncias, estão a sentir-se bem”, avança o comunicado.

O palácio informa ainda que o rei, de 75 anos, e a rainha, de 78, estão em isolamento e que o trabalho para rastrear aqueles com quem estiveram em contacto está a decorrer. Carlos XVI Gustavo tornou-se chefe de Estado da Suécia aos 27 anos, após a morte do rei Gustavo VI Adolfo em 1973, e é o monarca que há mais tempo serve o país.

A princesa Victoria, a filha mais velha e herdeira do trono, teve o vírus em Março do ano passado, assim como o seu marido, o príncipe Daniel. Ambos recuperaram de sintomas ligeiros da doença.

A notícia surge no momento em que a Suécia estabeleceu um novo recorde diário para casos de covid-19 devido ao aumento causado pela variante Ómicron, altamente infecciosa, sobretudo nas regiões urbanas. Os cientistas estimam que esta variante seja responsável por 50% ou mais das infecções em áreas como a capital, Estocolmo. Segundo a Agência de Saúde Pública, só no período de quatro dias, de sexta a segunda-feira, o país registou 42.969 novos casos e 20 mortes.

Em 2020, a Suécia apostou em medidas menos restritivas e numa abordagem de “responsabilização individual”, no entanto, em Dezembro desse ano, contabilizava quase 350 mil casos de infecção e mais de 7800 vítimas mortais devido à covid-19. Então, o rei admitiu que a estratégia nacional para lidar com a pandemia de covid-19 falhara, tendo classificado como “terrível” o “grande” número de mortes registado em território sueco devido ao coronavírus.

Um ano depois, em Novembro passado, apesar de manter a aposta numa estratégia baseada em recomendações em vez de adoptar medidas coercivas, o país decidiu voltar a testar as pessoas totalmente vacinadas contra a covid-19, em caso de sintomas. E decidiu ainda, a partir de 1 de Dezembro e pela primeira vez, exigir o certificado de vacinação em eventos em espaços fechados com mais de cem pessoas, devido ao aumento das infecções.

Estas medidas surgiram depois de terem sido conhecidas as conclusões da comissão nomeada pelo Governo para avaliar a resposta da Suécia à pandemia — em Outubro, essa comissão concluiu que a resposta foi demasiado lenta e insuficiente.