Filme Suspensão, de Luís Soares, vence Prémio Nacional de Animação

Na categoria filmes profissionais, júri atribuiu ainda duas menções honrosas a dois filmes portugueses: A Menina Parada, realizado por Joana Toste e produzido pela Sardinha em Lata, e A Mulher do Médico, realizado por Bruno Simões e produzido pela Animanostra.

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"Suspensão", realizado por Luís Soares e com produção da Filmes do Gajo

O Filme Suspensão, realizado por Luís Soares e com produção da Filmes do Gajo, é o vencedor do Prémio Nacional de Animação (PNA) na categoria de filmes profissionais, anunciou neste sábado a Casa da Animação.

Suspensão (Portugal, 2020) apresenta-nos “um homem triste e contido, deitado na cama do seu quarto vazio”, um homem que “hesita, pondera hipóteses em ciclo sem se decidir, está preso - na exaustão todas as angústias se equivalem” e “outro homem, sentado à janela: olha-o a ele e à rua”. São “personagens em situações interrompidas: mostram-se as posições-chave, as sequências suspensas”, lê-se no comunicado.

A organização indicou que nesta categoria da competição do PNA - prémio anual que tem como objectivo reconhecer, incentivar e promover as obras de animação desenvolvidas e produzidas em Portugal, por autores portugueses -, o júri, composto por Fernando Galrito, Jorge Leitão Ramos e Joanna Quinn, atribuiu também duas menções honrosas, aos filmes A Menina Parada (Portugal, 2021), realizado por Joana Toste e produzido pela Sardinha em Lata, e A Mulher do Médico (Portugal, 2021), realizado por Bruno Simões e produzido pela Animanostra.

Na categoria de filmes de oficinas, o prémio foi para Estendal, realizado por alunos do 4.º ano da Escola Básica de Valrico, com orientação de Fernando Saraiva, no âmbito das oficinas ANILUPA da Associação de Ludotecas do Porto, que produziu o filme.

Sobre Estendal (Portugal, 2021), diz a Casa da Animação que se trata de um filme que “é uma alusão aos processos fabris de confecção do papel através dos tempos e divulga uma actividade industrial do concelho de Santa Maria da Feira”. A organização indica ainda em comunicado que o filme "é também uma homenagem aos trabalhadores e em especial às trabalhadoras que, numa determinada época, dependuravam as folhas de papel para a sua secagem no estendal, num esforço físico e manual constante”.

O júri, constituído por David Silva, José António Cunha e Eliane Gordeeff, distinguiu ainda outros dois filmes com menções honrosas nesta categoria: Desconstrução do Natal (Portugal, 2021), realizado pelo Colectivo de Jovens da Escola do Cerco, com orientação de António Pinto e Paulo D'Alva e produção da Câmara Municipal do Porto, e O Sumiço dos Sorrisos (Portugal, 2021), realizado pelos alunos do 6.ºD da Escola EB 2/3 de Caíde-de-Rei (Lousada), com produção da Casa-Museu de Vilar.

Na competição de filmes de estudantes, o vencedor do prémio, atribuído pelo mesmo júri da categoria anterior, foi Lascas, realizado por Natália Azevedo Andrade, com orientação de Réka Gacs e Rita Domonyi e produção da Universidade de Arte e Design de Budapeste.

A história de Lascas (Hungria, 2020) centra-se em “três crianças, aborrecidas e negligenciadas [que] vivem das aventuras que criam nas suas cabeças, até que chega o dia em que tentam escapar de sua casa. A mãe, sempre atarefada, parece emocionalmente alheia ao que se passa em torno dela. À medida que as crianças crescem, e a rotina da mãe se torna cada vez mais cansativa, os segredos desta casa misteriosa tornam-se aparentes”, lê-se na sinopse do filme.

Nesta categoria, houve igualmente uma menção honrosa, para o filme Kumaru (Portugal, 2021), realizado por Bruno Maravilha, Patrícia Santos e Tânia Teixeira, com orientação de Pedro Serrazina e produção da Lusófona Filmes.

O prémio do público, criado para estimular a participação directa dos espectadores e calculado de entre quem adere à votação nas sessões nacionais promovidas pelos parceiros do PNA dos filmes finalistas nas três categorias (profissionais, oficinas e estudantes), foi para a O Retorno das Ondas, realizado por Francisco Moutinho de Magalhães, Manon Cansell, Alejandra Guevara Cervera, Edward Kurchevsky e Hortense Mariano, com orientação de Youngsun Lee-Tual e produção de Gobelins, L'École de L'Image.

O Retorno das Ondas (França, 2020) conta a história de Victor, que, “de volta à cidade que o viu crescer, encontra o local completamente congelado no tempo. Caminhando pelas ruas que sempre conheceu, é atacado por um mar de memórias ao enfrentar o que em tempos deixou para trás”, indica a organização no comunicado.

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